Hoje você deve ter acordado e pensado: “Putz! Que chuva”. Talvez tenha até resmungado. Mas você sabe que dia é hoje? 21 de agosto de 2009 – 111 anos do Clube de Regatas Vasco da Gama, certo? Mais ou menos. Hoje também é o dia do meu, do seu aniversário. Vascaíno de verdade não nasceu em 1981, 1964, 1915. Vascaíno que é vascaíno nasceu junto com o clube em 1898. Temos todos 111 anos de existência. E como tem sido essa vida?
Enfrentamos obstáculos, superamos grandes desafios. Provamos que negros podiam jogar futebol e ser cidadãos – aí estão Élton, Mazinho e Romário. Formamos equipes inesquecíveis que conquistaram além de títulos, a admiração dos adversários – quem não conhece o Expresso da Vitória?
Fomos repelidos por não termos estádio. Construímos um com a união de nossos torcedores e são os adversários que hoje não tem uma casa – São Januário é o caldeirão. Viramos partidas onde nos davam como derrotados – Vasco 4 x 3 Palmeiras. Combatemos o inimigo dentro da própria casa – prefiro não comentar.
São histórias da nossa vida. É um orgulho sem limites, sem tamanho, sem fronteiras. É nossa essência resgatar e cantar ao mundo quão grande é esse sentimento. Temos uma vida movimentada por lutas e batalhas, conquistas e perdas. Muitas lágrimas rolaram nestes 111 anos. Muitas de alegria, outras tantas de tristeza.
Não reclame da chuva que cai hoje sobre o Rio de Janeiro (e talvez até em outros estados). Ela veio para regar a semente que plantamos lá atrás e que cresce como uma família de verdade.
Voltamos a acreditar no clube e formamos novas parceiros. A principal mudança não veio na camisa, nas dependências ou no patrocínio. O fato mais importante desse novo momento foi a mudança na postura do torcedor que mostra com orgulho que quando o Vasco jogo ele vai para incentivar, ganhando ou perdendo.
Por essas e outras que celebramos com tanto entusiasmo esse nosso aniversário. Amanhã nos encontramos no Maracanã para escrever mais um capítulo dessa história.
Saudações vascaínas,
Renata Neris - www.renataneris.blogspot.com
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
São Januário ou Maracanã?
Admita: você também já se fez essa pergunta, não fez? Muitos só querem jogos em São Januário. Sentir a energia e a vibração da nossa casa é maravilhoso, não tem adjetivo que descreva com exatidão o que é assistir um jogo naquele estádio. Outros adorariam mais partidas no Maracanã, palco histórico do nosso futebol. Se juntar a “ola” daquele anel gigante é simplesmente fantástico.
Mas aí vem a pergunta: São Janu ou Maraca? Vou contar uma história. Sou uma vascaína que foi primeiro ao Maracanã. Já se passaram 17 anos (UAU!), mas ainda tenho em minhas lembranças as imagens daquele 29 de março de 1992. Fazia um dia lindo, céu de brigadeiro. Acordei cedo, ansiosa com a partida. Você acredita que meu pai me levou pela primeira vez a um estádio e foi logo num Vasco x Flamengo? Louco!
Ainda vejo nitidamente minha chegada ao Maior do Mundo. Parei na subida da rampa e olhei para cima bem devagar, quase em câmera lenta. Aquelas eram as maiores pilastras que eu já havia visto na vida. Imagina toda essa grandiosidade para uma criança. Havia 92.982 torcedores no Maracanã naquele dia. Foi tudo perfeito e o Vasco goleou com gols de Bebeto (2), Edmundo e Flávio. Luís Antônio descontou para eles.
Só fui conhecer São Januário, acreditem, dois anos depois. Não me perguntem porque. Não faço idéia porque meu pai não me levou antes. Nessa época eu já era frequentadora assídua do Maraca. E nada de São Janu.
Até que conquistamos nosso primeiro tricampeonato carioca. Meu pai não aguentou a pressão que meus irmãos e eu fizemos e nos levou ao jogo de entrega das faixas. Esta é outra história que contarei aos meus filhos. Casa lotada, sol escaldante e o que meu pai faz? Vai com os três filhos de trem e sem ingresso. E fomos os quatro peregrinando da estação de trens de São Cristovão até São Januário.
Chegamos lá e é claro que não havia ingresso. Estava tão cheio e era um dia tão especial que liberaram o portão da social e conseguimos entrar. Agora respira porque ainda não acabou. Estamos todos dentro do estádio felizes e sorridentes quando surge um negão com uns dois metros de altura perguntando se queríamos entrar com o time em campo. Imagina a reação, né? O Vasco perdeu a partida para o Cruzeiro (Dida era o goleiro), mas a felicidade era tanta que nem fez diferença.
Estas foram a minha porta de entrada no mundo vibrante do futebol. Muitas e muitas histórias se seguiram depois. Boas e ruins, umas engraçadas, algumas até perigosas. Em São Januário ou no Maracanã eu estava lá nos momentos de alegria e de tristeza também. Assistir aos jogos do Vasco é bom em qualquer lugar.
E se alguém me perguntar qual estádio prefiro, a minha resposta é curta e simples: eu quero é ver o Vasco jogar. Sempre!
Saudações vascaínas,
Renata Neris - www.renataneris.blogspot.com
Mas aí vem a pergunta: São Janu ou Maraca? Vou contar uma história. Sou uma vascaína que foi primeiro ao Maracanã. Já se passaram 17 anos (UAU!), mas ainda tenho em minhas lembranças as imagens daquele 29 de março de 1992. Fazia um dia lindo, céu de brigadeiro. Acordei cedo, ansiosa com a partida. Você acredita que meu pai me levou pela primeira vez a um estádio e foi logo num Vasco x Flamengo? Louco!
Ainda vejo nitidamente minha chegada ao Maior do Mundo. Parei na subida da rampa e olhei para cima bem devagar, quase em câmera lenta. Aquelas eram as maiores pilastras que eu já havia visto na vida. Imagina toda essa grandiosidade para uma criança. Havia 92.982 torcedores no Maracanã naquele dia. Foi tudo perfeito e o Vasco goleou com gols de Bebeto (2), Edmundo e Flávio. Luís Antônio descontou para eles.
Só fui conhecer São Januário, acreditem, dois anos depois. Não me perguntem porque. Não faço idéia porque meu pai não me levou antes. Nessa época eu já era frequentadora assídua do Maraca. E nada de São Janu.
Até que conquistamos nosso primeiro tricampeonato carioca. Meu pai não aguentou a pressão que meus irmãos e eu fizemos e nos levou ao jogo de entrega das faixas. Esta é outra história que contarei aos meus filhos. Casa lotada, sol escaldante e o que meu pai faz? Vai com os três filhos de trem e sem ingresso. E fomos os quatro peregrinando da estação de trens de São Cristovão até São Januário.
Chegamos lá e é claro que não havia ingresso. Estava tão cheio e era um dia tão especial que liberaram o portão da social e conseguimos entrar. Agora respira porque ainda não acabou. Estamos todos dentro do estádio felizes e sorridentes quando surge um negão com uns dois metros de altura perguntando se queríamos entrar com o time em campo. Imagina a reação, né? O Vasco perdeu a partida para o Cruzeiro (Dida era o goleiro), mas a felicidade era tanta que nem fez diferença.
Estas foram a minha porta de entrada no mundo vibrante do futebol. Muitas e muitas histórias se seguiram depois. Boas e ruins, umas engraçadas, algumas até perigosas. Em São Januário ou no Maracanã eu estava lá nos momentos de alegria e de tristeza também. Assistir aos jogos do Vasco é bom em qualquer lugar.
E se alguém me perguntar qual estádio prefiro, a minha resposta é curta e simples: eu quero é ver o Vasco jogar. Sempre!
Saudações vascaínas,
Renata Neris - www.renataneris.blogspot.com
quarta-feira, 3 de junho de 2009
QUARTA-FEIRA GELADA DE OUTONO
Estou ouvindo rádio agora. Acabou de tocar um samba onde dizia que “na quarta-feira a vida continua”.
Bom, meus irmãos vascaínos, nesta quarta-feira gelada de fim de outono estamos todos com o coração a mil. A vida continua? Sim, mas nela há obstáculos e aflições. Hoje estamos mais aflitos do que ontem. Sentimos mais frio que os gaúchos com a neve. É um momento decisivo. A alguns meses só pensávamos em voltar a elite do futebol brasileiro. Mas a possibilidade de ser campeão da Copa do Brasil, além de ser inédito em nossa galeria, soaria como um trunfo para os jogadores do nosso time.
O planejamento realizado até o momento pelo Dorival Júnior tem dado super certo. Quem diria que a nossa zaga seria a menos vazada? E que um tal de Pimpão colocaria abaixo toda a desconfiança de uma torcida? Tudo bem que ele ainda não conseguiu colocar o Carlos Alberto e seus cabelos nos eixos, mas o trabalho realizado tem provocado reações positivas dentro e fora das quatro linhas.
Hoje assistimos aos jogos com menos receio das bolas alçadas na área. Há vascaínos desfilando com orgulho a camisa do time. É uma crescente que se manterá se passarmos hoje pelo Corinthians. Mas se manterá também mesmo se tivermos um resultado adverso. Porque estamos mais confiantes, mais seguros de que é possível chegar lá.
Não temos um time imbatível, mas guerreiro. Não temos talentos individuais, mas funcionamos coletivamente. Temos união, força e muita coragem para mostrar que não somos um clube vencido e sim em reconstrução. Vale frisar que a meta em 2009 não era ser campeão estadual ou da Copa do Brasil. E mesmo assim chegamos perto do primeiro e estamos a caminho do segundo.
Quase triunfos, mas para nós vitórias importantes. Sabemos que nosso time é limitado e tem deficiências. Em tempos de crise uma atitude otimista pode fazer brutal diferença. Vamos apostar na sensibilidade e na força de vontade de nossos jogadores. Nós, torcedores vascaínos, estaremos presentes no Pacaembu, enfrentando o frio glacial que faz em São Paulo.
Apoiados no bom planejamento da diretoria e da comissão técnica podemos mudar o destino e atropelar o adversário. Essa é uma disputa interna, de vascaíno para vascaíno. Vamos vencer, crescer e sobreviver.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris – www.renataneris.blogspot.com
Bom, meus irmãos vascaínos, nesta quarta-feira gelada de fim de outono estamos todos com o coração a mil. A vida continua? Sim, mas nela há obstáculos e aflições. Hoje estamos mais aflitos do que ontem. Sentimos mais frio que os gaúchos com a neve. É um momento decisivo. A alguns meses só pensávamos em voltar a elite do futebol brasileiro. Mas a possibilidade de ser campeão da Copa do Brasil, além de ser inédito em nossa galeria, soaria como um trunfo para os jogadores do nosso time.
O planejamento realizado até o momento pelo Dorival Júnior tem dado super certo. Quem diria que a nossa zaga seria a menos vazada? E que um tal de Pimpão colocaria abaixo toda a desconfiança de uma torcida? Tudo bem que ele ainda não conseguiu colocar o Carlos Alberto e seus cabelos nos eixos, mas o trabalho realizado tem provocado reações positivas dentro e fora das quatro linhas.
Hoje assistimos aos jogos com menos receio das bolas alçadas na área. Há vascaínos desfilando com orgulho a camisa do time. É uma crescente que se manterá se passarmos hoje pelo Corinthians. Mas se manterá também mesmo se tivermos um resultado adverso. Porque estamos mais confiantes, mais seguros de que é possível chegar lá.
Não temos um time imbatível, mas guerreiro. Não temos talentos individuais, mas funcionamos coletivamente. Temos união, força e muita coragem para mostrar que não somos um clube vencido e sim em reconstrução. Vale frisar que a meta em 2009 não era ser campeão estadual ou da Copa do Brasil. E mesmo assim chegamos perto do primeiro e estamos a caminho do segundo.
Quase triunfos, mas para nós vitórias importantes. Sabemos que nosso time é limitado e tem deficiências. Em tempos de crise uma atitude otimista pode fazer brutal diferença. Vamos apostar na sensibilidade e na força de vontade de nossos jogadores. Nós, torcedores vascaínos, estaremos presentes no Pacaembu, enfrentando o frio glacial que faz em São Paulo.
Apoiados no bom planejamento da diretoria e da comissão técnica podemos mudar o destino e atropelar o adversário. Essa é uma disputa interna, de vascaíno para vascaíno. Vamos vencer, crescer e sobreviver.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris – www.renataneris.blogspot.com
sexta-feira, 29 de maio de 2009
HERANÇA VASCAÍNA
Semana que vem meu avô faz aniversário. Cearense forte está com 75 anos. Em 1956 ele aportava na Cidade Maravilhosa. Veio escondido nos porões de um navio. Fugia da seca e do desemprego no sertão nordestino. Deixou a esposa e um filho, que mandou buscar no ano seguinte.
Seu Zé curtiu muito bem a sua juventude. Namorou, dançou forró em todos os bailes. Mas o que ele gostava mesmo de fazer era ir ao estádio ver o seu Ferrinho jogar. Ainda no Ceará meu avô torcia pelo Ferroviário. Herdei dele o costume de ir sozinha aos jogos. Sem turma, sem torcida. Lá encontrava os mesmos rostos, fazia amizades.
Na década de 40 era comum os clubes excursionarem para outros estados e até outros países. Todos os clubes cariocas foram ao Ceará nessa época. Meu avô foi a todos os jogos. Os clubes criavam uma espécie de torneio relâmpago. Disputavam de três a quatro jogos com os clubes locais. Quem vencesse mais jogos levava o caneco. O único clube carioca que conseguiu se sagrar campeão em terras cearenses foi o Clube de Regatas Vasco da Gama.
Seu Zé se encantou pelo time da Colina. Ouvia no rádio notícias sobre as conquistas de Barbosa, Ademir e cia. Havia um encanto pelos jogadores que formavam a base da seleção brasileira. O Expresso da Vitória entrou em campo e ele nunca mais esqueceu. Nem dos gols, nem dos lances. Meu avô trabalha em feira. Acorda todos os dias às 4 da manhã. Não é um cara cansado, nem aparenta ser septuagenário. E é impressionante perguntar a ele a escalação daquele histórico time e a resposta vir precisa.
Desde então José Bernardino Rodrigues é vascaíno. Seu filho e netos também. Hoje ele não assiste mais aos jogos, diz que fica nervoso. A última vez que foi ao Maracanã ficou na geral com o radinho colado no ouvido andando de um lado para o outro. Nem viu o jogo. Mas já pediu para ir a São Januário ver o clube no Campeonato Brasileiro.
Atualmente é complicado saber a escalação de cor. Os jogadores vão e vem pelas janelas da transferência. Mas o encanto pela história traçada por este gigante que é o Vasco jamais será esquecido. O Expresso da Vitória é prova disso. A década de 90 também.
Agora a história se volta para nós torcedores. Os jornais, as rádios e até a televisão estão creditando as vitórias do nosso time a vibração e as festas da arquibancada. O apoio tem sido perfeito e bastante eficaz em momentos decisivos.
A determinação está vindo de fora para dentro das quatro linhas. Continuemos com este movimento de apoio incessante. E qualquer dia desses vocês esbarram com o meu Vô Pretinho apoiando ou andando com seu radinho pelos corredores de São Januário.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris
Seu Zé curtiu muito bem a sua juventude. Namorou, dançou forró em todos os bailes. Mas o que ele gostava mesmo de fazer era ir ao estádio ver o seu Ferrinho jogar. Ainda no Ceará meu avô torcia pelo Ferroviário. Herdei dele o costume de ir sozinha aos jogos. Sem turma, sem torcida. Lá encontrava os mesmos rostos, fazia amizades.
Na década de 40 era comum os clubes excursionarem para outros estados e até outros países. Todos os clubes cariocas foram ao Ceará nessa época. Meu avô foi a todos os jogos. Os clubes criavam uma espécie de torneio relâmpago. Disputavam de três a quatro jogos com os clubes locais. Quem vencesse mais jogos levava o caneco. O único clube carioca que conseguiu se sagrar campeão em terras cearenses foi o Clube de Regatas Vasco da Gama.
Seu Zé se encantou pelo time da Colina. Ouvia no rádio notícias sobre as conquistas de Barbosa, Ademir e cia. Havia um encanto pelos jogadores que formavam a base da seleção brasileira. O Expresso da Vitória entrou em campo e ele nunca mais esqueceu. Nem dos gols, nem dos lances. Meu avô trabalha em feira. Acorda todos os dias às 4 da manhã. Não é um cara cansado, nem aparenta ser septuagenário. E é impressionante perguntar a ele a escalação daquele histórico time e a resposta vir precisa.
Desde então José Bernardino Rodrigues é vascaíno. Seu filho e netos também. Hoje ele não assiste mais aos jogos, diz que fica nervoso. A última vez que foi ao Maracanã ficou na geral com o radinho colado no ouvido andando de um lado para o outro. Nem viu o jogo. Mas já pediu para ir a São Januário ver o clube no Campeonato Brasileiro.
Atualmente é complicado saber a escalação de cor. Os jogadores vão e vem pelas janelas da transferência. Mas o encanto pela história traçada por este gigante que é o Vasco jamais será esquecido. O Expresso da Vitória é prova disso. A década de 90 também.
Agora a história se volta para nós torcedores. Os jornais, as rádios e até a televisão estão creditando as vitórias do nosso time a vibração e as festas da arquibancada. O apoio tem sido perfeito e bastante eficaz em momentos decisivos.
A determinação está vindo de fora para dentro das quatro linhas. Continuemos com este movimento de apoio incessante. E qualquer dia desses vocês esbarram com o meu Vô Pretinho apoiando ou andando com seu radinho pelos corredores de São Januário.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris
terça-feira, 26 de maio de 2009
Um pedaço de papel rosa
Mudei a alguns meses para Niterói. Cidade pequena se comparada ao Rio. A classifico até como bucólica em muitos momentos. Mas esse não é o motivo dessas linhas.
Como disse, a pouco tempo trouxe minhas bugigangas para Nikiti. Saí de uma casa grande e espaçosa para um apartamento de um quarto. Mudança radical, eu sei. Até hoje não encontrei meu fone de ouvido. Muita coisa ainda está em caixas e pastas. Pura preguiça. Mas essa semana revolvi mexer em uma destas caixas. E para meu alívio encontrei os ingressos que consegui guardar ao longo desses 15 anos em estádios. Não é muita coisa, mas encontrei relíquias.
Um pedaço pequeno de papel quadrado. Era rosa, um pouco parecido com aquele famoso papel higiênico. Bem simples, tinha o texto em tinta preta e levou minha imaginação para bem longe.
Voltei ao ano de 1999. Ainda comemorávamos o tricampeonato brasileiro (1997) e as conquistas do centenário: o Campeonato Carioca e a Libertadores da América (1998). Estávamos eufóricos nessa época. Mais uma final a vista. A confiança era grande. Aliás, não existia qualquer ponta de desconfiança.
Aquele sábado nasceu lindo. Céu azul, sol brilhando nas camisas brancas com a faixa e cruz de malta no peito. Aquele seria mais um dia inesquecível no Maracanã. Sim, íamos jogar essa importante partida no Maior do Mundo.
Não sei o que acontece com vocês, mas nessas ocasiões especiais eu sinto uma energia diferente. Às vezes positiva, outras não. E nesse dia tudo parecia favorável.
O Maracanã estava perfeito. Um mar branco de camisas cruzmaltinas começou a cantar antes mesmo do início da clássica partida. Na época estava na moda uma música já adaptada pelas torcidas. “O Maraca é nosso. Aha! Uhu!” Ela era entoada toda vez que a polícia diminuía o espaço destinado ao adversário, tomado pela onda vascaína.
Foi a primeira partida da final do extinto Rio x São Paulo. Ganhamos o jogo e o campeonato. Não lembro quem fez os gols, mas não esqueço a imensidão da nossa torcida naquele jogo.
Fato que podemos repetir nesta quarta-feira contra o Corinthians. É verdade que não ganhamos nada desde 2003. Fomos ao fundo do poço com o rebaixamento. Mas o Vasco é grande e sua torcida tem provado isso em 2009.
Sinto a mesma euforia que senti em 1999. A energia é a mesma daquele sábado. As arquibancadas do Maior do Mundo serão novamente tomadas.
Os dirigentes passam. Daqui a dois, três anos nem lembraremos a escalação desse time. Mas o movimento das arquibancadas jamais será esquecido. Por nós e pelos adversários. O momento é nosso. A hora é agora. E nós podemos fazer muito por esse novo Vasco da Gama.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris
Como disse, a pouco tempo trouxe minhas bugigangas para Nikiti. Saí de uma casa grande e espaçosa para um apartamento de um quarto. Mudança radical, eu sei. Até hoje não encontrei meu fone de ouvido. Muita coisa ainda está em caixas e pastas. Pura preguiça. Mas essa semana revolvi mexer em uma destas caixas. E para meu alívio encontrei os ingressos que consegui guardar ao longo desses 15 anos em estádios. Não é muita coisa, mas encontrei relíquias.
Um pedaço pequeno de papel quadrado. Era rosa, um pouco parecido com aquele famoso papel higiênico. Bem simples, tinha o texto em tinta preta e levou minha imaginação para bem longe.
Voltei ao ano de 1999. Ainda comemorávamos o tricampeonato brasileiro (1997) e as conquistas do centenário: o Campeonato Carioca e a Libertadores da América (1998). Estávamos eufóricos nessa época. Mais uma final a vista. A confiança era grande. Aliás, não existia qualquer ponta de desconfiança.
Aquele sábado nasceu lindo. Céu azul, sol brilhando nas camisas brancas com a faixa e cruz de malta no peito. Aquele seria mais um dia inesquecível no Maracanã. Sim, íamos jogar essa importante partida no Maior do Mundo.
Não sei o que acontece com vocês, mas nessas ocasiões especiais eu sinto uma energia diferente. Às vezes positiva, outras não. E nesse dia tudo parecia favorável.
O Maracanã estava perfeito. Um mar branco de camisas cruzmaltinas começou a cantar antes mesmo do início da clássica partida. Na época estava na moda uma música já adaptada pelas torcidas. “O Maraca é nosso. Aha! Uhu!” Ela era entoada toda vez que a polícia diminuía o espaço destinado ao adversário, tomado pela onda vascaína.
Foi a primeira partida da final do extinto Rio x São Paulo. Ganhamos o jogo e o campeonato. Não lembro quem fez os gols, mas não esqueço a imensidão da nossa torcida naquele jogo.
Fato que podemos repetir nesta quarta-feira contra o Corinthians. É verdade que não ganhamos nada desde 2003. Fomos ao fundo do poço com o rebaixamento. Mas o Vasco é grande e sua torcida tem provado isso em 2009.
Sinto a mesma euforia que senti em 1999. A energia é a mesma daquele sábado. As arquibancadas do Maior do Mundo serão novamente tomadas.
Os dirigentes passam. Daqui a dois, três anos nem lembraremos a escalação desse time. Mas o movimento das arquibancadas jamais será esquecido. Por nós e pelos adversários. O momento é nosso. A hora é agora. E nós podemos fazer muito por esse novo Vasco da Gama.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O SENTIMENTO NÃO PÁRA
Duas semanas. Há duas semanas o Vasco está na série B do Campeonato Brasileiro. Pode não estar jogando bem, mas está fazendo resultado. Foram dois jogos e duas vitórias somando seis pontos na tabela.
O primeiro jogo foi em nossa casa, São Januário, contra o Brasiliense. Um jogo duro, difícil, mas o golzinho saiu. Verdade que mais pelo apoio da torcida que lotou o estádio e fez uma festa magnífica, do que pelo futebol apresentado em campo. Foi o essencial. Vasco 1 x 0 Brasiliense. Não foi um show de futebol, mas fizemos um gol, pegamos os três pontos e partimos para a segunda rodada.
Fomos para o Castelão onde enfrentamos o Ceará. Esse segundo jogo foi um pouco mais complicado. Novamente não mostramos um bom futebol, mas com muita vontade conseguimos marcar três pontos fora de casa. Começamos o jogo um pouco atordoados, mas começamos bem o segundo tempo e fechamos o jogo. Ceará 0 x 2 Vasco.
O esforço que o time tem apresentado nos jogos tem me surpreendido no Vasco. Por que? Porque se formos buscar na memória os times vascaínos dos últimos cinco anos, percebemos algo em comum entre eles. O elenco abaixava a cabeça e se lamentava das sucessivas derrotas e fracassos.
Com o elenco atual a história parece ser outra e bem diferente do passado. Até a torcida está fazendo o papel dela apoiando mesmo depois que o jogo acaba. Ela tem se mostrado confiante mesmo na adversidade. Os jogadores parecem acreditar em toda essa demonstração de amor do torcedor ao clube. E isso é muito bom porque cria uma cumplicidade entre os principais envolvidos no jogo: torcida e jogador. Formou-se um elo entre arquibancada e campo. Os dois se tornam um só corpo e isso é muito importante nesse momento do Vasco.
É um momento em que mudou a política. Novos parceiros aparecem. Há sorrisos em São Januário. O clube está se ajeitando, recomeçando. Podemos dizer que o Vasco está renascendo? Eu acho que sim.
Sei que estou com duas semanas de atraso. O campeonato já caminha para a 3ª. rodada. Neste sábado jogaremos contra o vice-campeão goiano, o Atlético Goianense, às 16h10, novamente em São Januário. Espero que seja um bom jogo e com mais uma vitória. Tenho certeza de que nossa apaixonada torcida estará lá presente e confiante fazendo mais uma festa. E cantando com todo ardor músicas que arrepiam qualquer coração cruzmaltino.
Então, torcedor vascaíno, te encontro no caldeirão.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris
O primeiro jogo foi em nossa casa, São Januário, contra o Brasiliense. Um jogo duro, difícil, mas o golzinho saiu. Verdade que mais pelo apoio da torcida que lotou o estádio e fez uma festa magnífica, do que pelo futebol apresentado em campo. Foi o essencial. Vasco 1 x 0 Brasiliense. Não foi um show de futebol, mas fizemos um gol, pegamos os três pontos e partimos para a segunda rodada.
Fomos para o Castelão onde enfrentamos o Ceará. Esse segundo jogo foi um pouco mais complicado. Novamente não mostramos um bom futebol, mas com muita vontade conseguimos marcar três pontos fora de casa. Começamos o jogo um pouco atordoados, mas começamos bem o segundo tempo e fechamos o jogo. Ceará 0 x 2 Vasco.
O esforço que o time tem apresentado nos jogos tem me surpreendido no Vasco. Por que? Porque se formos buscar na memória os times vascaínos dos últimos cinco anos, percebemos algo em comum entre eles. O elenco abaixava a cabeça e se lamentava das sucessivas derrotas e fracassos.
Com o elenco atual a história parece ser outra e bem diferente do passado. Até a torcida está fazendo o papel dela apoiando mesmo depois que o jogo acaba. Ela tem se mostrado confiante mesmo na adversidade. Os jogadores parecem acreditar em toda essa demonstração de amor do torcedor ao clube. E isso é muito bom porque cria uma cumplicidade entre os principais envolvidos no jogo: torcida e jogador. Formou-se um elo entre arquibancada e campo. Os dois se tornam um só corpo e isso é muito importante nesse momento do Vasco.
É um momento em que mudou a política. Novos parceiros aparecem. Há sorrisos em São Januário. O clube está se ajeitando, recomeçando. Podemos dizer que o Vasco está renascendo? Eu acho que sim.
Sei que estou com duas semanas de atraso. O campeonato já caminha para a 3ª. rodada. Neste sábado jogaremos contra o vice-campeão goiano, o Atlético Goianense, às 16h10, novamente em São Januário. Espero que seja um bom jogo e com mais uma vitória. Tenho certeza de que nossa apaixonada torcida estará lá presente e confiante fazendo mais uma festa. E cantando com todo ardor músicas que arrepiam qualquer coração cruzmaltino.
Então, torcedor vascaíno, te encontro no caldeirão.
Saudações vascaínas,
/+/ Renata Neris
terça-feira, 31 de março de 2009
Rafting, mistura de meio ambiente e aventura
“Remem, remem”, grita o instrutor atrás do bote. Descida de rios e corredeiras seriam pouco para definir um dos esportes radicais mais procurados pelos iniciantes, o rafting, que vem da palavra inglesa raft (balsa). Desviar de pedras e obstáculos, cair na água ou capotar o bote também são algumas das características deste esporte que mistura meio ambiente e aventura.
A primeira experiência do rafting data de 1869, quando um americano organizou uma expedição a bordo de barcos com remo central. Mas foi na década de 1950 que o esporte evoluiu e tomou impulso. No Brasil, os primeiros botes para corredeira foram utilizados no rio Paraibuna, que fica na cidade de Três Rios, a 123 km do Rio de Janeiro.
O tamanho dos botes varia de 12 a 20 pés, cabendo de cinco a doze pessoas. É escolhido a partir de um dos até seis níveis do rio, classificados de acordo com o tamanho da queda e o volume de água, o comprimento das corredeiras, seus perigos e dificuldades. As modalidades nas competições são: velocidade (quem fizer o menor tempo vence), slalom (com balizas verdes e vermelhas, em que cada uma indica um tipo de movimento; vence quem fizer o menor tempo sem tocar nas balizas) e sprint (o mesmo que velocidade, mas largam três botes por vez, o que torna o esporte mais competitivo).
O colete salva-vidas e o capacete especial com furos para permitir o fluxo de água são equipamentos de segurança obrigatórios na prática do rafting. Os iniciantes, antes de entrarem no bote, recebem instruções básicas de comando de remada, posicionamento na embarcação e todos os procedimentos quanto a possíveis quedas e formas de resgate.
A primeira experiência do rafting data de 1869, quando um americano organizou uma expedição a bordo de barcos com remo central. Mas foi na década de 1950 que o esporte evoluiu e tomou impulso. No Brasil, os primeiros botes para corredeira foram utilizados no rio Paraibuna, que fica na cidade de Três Rios, a 123 km do Rio de Janeiro.
O tamanho dos botes varia de 12 a 20 pés, cabendo de cinco a doze pessoas. É escolhido a partir de um dos até seis níveis do rio, classificados de acordo com o tamanho da queda e o volume de água, o comprimento das corredeiras, seus perigos e dificuldades. As modalidades nas competições são: velocidade (quem fizer o menor tempo vence), slalom (com balizas verdes e vermelhas, em que cada uma indica um tipo de movimento; vence quem fizer o menor tempo sem tocar nas balizas) e sprint (o mesmo que velocidade, mas largam três botes por vez, o que torna o esporte mais competitivo).
O colete salva-vidas e o capacete especial com furos para permitir o fluxo de água são equipamentos de segurança obrigatórios na prática do rafting. Os iniciantes, antes de entrarem no bote, recebem instruções básicas de comando de remada, posicionamento na embarcação e todos os procedimentos quanto a possíveis quedas e formas de resgate.
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